História da CPI
A Comissão Parlamentar de Inquérito das Crianças Desaparecidas nasceu em 2007 da preocupação da deputada federal Andreia Zito em investigar as causas, conseqüências, e responsáveis pelos desaparecimentos de crianças e adolescentes no país, pois é um problema, que assola milhões de famílias no Brasil.
Maus tratos, violência doméstica, negligência e tráfico de drogas somado a abuso sexual, tráfico de órgãos e adoções ilegais são possíveis justificativas para o desaparecimento de crianças no Brasil. Infelizmente, não existem estatísticas precisas sobre o número de desaparecimentos e os especialistas analisam se o caso é de polícia ou se é uma questão social.
Diante dessa situação e da constante preocupação com a realidade das crianças desaparecidas e de seus familiares a deputada federal Andreia Zito foi à busca de 171 assinaturas necessárias para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI.
Em 8 de dezembro de 2008, Ato da Presidência da Câmara dos Deputados deu conhecimento ao Plenário da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito. Iniciando-se, então a fase de indicação dos membros, por parte dos líderes dos partidos políticos.
A CPI foi instituída, no dia 18/08, pela Câmara dos Deputados. A deputada Bel Mesquita (PMDB-PA) foi designada presidente e a deputada Andreia Zito (PSDB-RJ) relatora. A próxima reunião já tem data marcada, dia 25/08, às 14h3omin.
Segundo a deputada Andreia Zito “o problema é grave, mas antes de tudo é preciso saber as causas e conseqüências desses desaparecimentos para, dessa forma, buscar a melhor solução.”
“Mesmo que, no país, não haja dados oficiais sobre o número de adolescentes e crianças que desaparecem anualmente sem deixar rastros, acredito que a instalação da comissão abrirá portas para discussões com entidades e organizações com o objetivo de encontrar formas de organizar e sistematizar a busca pelos desaparecidos.”
O fato é que o maior problema é a falta de um banco de dados eficaz de desaparecidos. As poucas estatísticas existentes são defasadas e conflitantes com outros números dos próprios órgãos do governo. Outra questão controversa é que muitos casos demoram anos para serem solucionados, o que estende a angústia de famílias e cria o sentimento de descaso.
